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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

OS FRUTOS DA CARNE

As Obras da Carne (Gálatas 5:19-21)
Muitos dos pecados listados aqui são semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos.
 
Pecados de Impureza Sexual
Prostituição (19) é um termo amplo, que descreve relações sexuais ilícitas. Sua origem, como pode ser entendida pela tradução comum, "prostituição", vem de uma palavra que descrevia "amor" que pode ser comprado e vendido, onde uma pessoa é usada e descartada. Em vez de restringir as relações sexuais como Deus tencionava (somente a um casamento legal, por toda a vida, de um homem com uma mulher, Gênesis 2:24; Hebreus 13:4), aqueles que praticam a prostituição fazem do sexo uma paixão carnal barata e vazia.
Impureza (19) significa basicamente sujeira. Ela fala da impureza que corrompe a moralidade e a alma de uma pessoa. Ela pode ser usada para falar de impureza religiosa, mas também veio a significar corrupção moral. Esta impureza separa uma pessoa de Deus, que é puro e santo.
Lascívia (19) sugere um amor ao pecado, de quem perdeu sua vergonha e imprudentemente viola a lei de Deus. É normalmente usada para falar de tal atitude para com os pecados sexuais.
 
Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa
Idolatria (20) é, essencialmente, a adoração de uma criatura quando deveríamos adorar somente o Criador. É, assim, uma rejeição de Deus e de sua posição de autoridade e honra. Pode ser cometida na adoração a imagens (Romanos 1:19-23) ou na exaltação e na busca de coisas materiais (Mateus 6:24; Colossenses 3:5).
Feitiçaria (20) vem da mesma raiz que a palavra "farmácia". Ela, originalmente, se referia a drogas medicinais, e com o passar do tempo veio a ser associada com o abuso de drogas e, finalmente, com o abuso de drogas em bruxaria e feitiçaria.
 
Pecados Contra Outras Pessoas
As obras da carne incluem oito palavras que se referem a conflitos e divisões entre pessoas, por causa de atitudes egoístas e pecaminosas, que destroem as relações pessoais. Estes pecados têm destruído muitas amizades, famílias e igrejas, e têm que ser vencidos para se andar no Espírito.
Inimizades (20) é uma palavra comum para descrever a separação entre inimigos. É a mesma palavra que Paulo usou em outro lugar para falar da separação de Deus (Romanos 8:7), ou a divisão entre os judeus e os gentios que foi removida pelo sacrifício de Cristo (Efésios 2:14-16). Os cristãos têm que amar seus inimigos, e não podem imitar ao ódio do mundo (Mateus 5:43-48).
Porfias (20) são o comportamento que resulta da atitude de inimizade. Esta palavra descreve debates, disputas e lutas que freqüentemente ocorrem quando pessoas estão preocupadas, de modo egoísta, em proteger seus próprios interesses.
Ciúmes (20) é uma palavra que fala do medo de perder alguma coisa, que leva a conflitos com outros e até mesmo a ressentimento e ódio a outras pessoas.
Iras (20) é uma palavra forte que descreve a fúria e o impulso violento contra coisas ou pessoas que nos ofendem. É, freqüentemente, vista na tendência de pessoas a reagirem quando se sentem lesadas. Em contraste, Paulo disse que não temos que procurar vingança, mas devemos deixar a Deus o exercício da justiça (Romanos 12:19-21).
Discórdias (20) descrevem as dissensões que resultam de ambições egoístas. É uma palavra política que descreve a campanha partidária pela honra e posição. Tal política não tem lugar entre os servos de Cristo. Paulo disse que a solução para tais conflitos é imitar a atitude altruísta e sacrificial de Cristo (Filipenses 2:1-8).
Dissensões (20) descrevem as divisões que resultam quando as pessoas satisfazem seus próprios desejos em vez de buscar agradar ao Senhor. Para evitá-las, precisamos basear nossa unidade na palavra de Deus (1 Coríntios 1:10) e no exemplo que Jesus nos deu (João 17:20-23).
Facções (20) são seitas ou partidos. Os primeiros três capítulos de 1 Coríntios mostram que tais seitas não deveriam existir na igreja do Senhor. Não devemos seguir as várias doutrinas humanas que dividem o mundo religioso, mas devemos nos unir a Cristo e com aqueles que o seguem fielmente.
Invejas (21) são similares aos ciúmes. Os ciúmes resultam do temor de perder algo que alguém já tem; as invejas são o ódio e o ressentimento que uma pessoa sente quando outros prosperam.
 
Pecados que Demonstram Falta de Autodomínio
Bebedices (21), ou embriaguez, é um problema que tem afligido as sociedades desde os tempos antigos. O abuso do álcool, com todos os seus feios resultados de mortes desnecessárias, lares desfeitos, esposas e filhos maltratados, etc., continua a ser uma das mais comuns obras da carne. Ela não tem lugar na vida de uma pessoa que está verdadeiramente sob o comando de Deus.
Glutonarias (21) é uma palavra que nos recorda que o excesso, mesmo em coisas que não são inerentemente más, pode ser errado. Não é errado comer, mas comer sem se conter é errado. A pessoa que não pode recusar comida não está mostrando o autodomínio que Deus exige de nós.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

IRMÃ MARINETE ESTÁ COM O SENHOR

"O Senhor é o meu pastor e nada mim faltará"
No final da tarde ontem, exatamente às 17:00hs, nossa irmã Marinete Alves partiu para a Glória. Depois de lutar por mais de 10 anos contra um câncer, ontem ela não resistiu e deixou-nos para ir habitar com o Senhor.

Nossa irmã Marinete sempre foi uma mulher forte, de fé, segura e sincera. Às vezes era dura, mas nunca perdia a ternura. Sabia discordar com classe e por isso era amada por todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Foi um exemplo de mulher, esposa, mãe, avó, filha e principalmente um exemplo de serva de Deus.

Soube fazer do seu leito de dor um púlpito de esperança. Sempre demonstrando fé e confiança em Deus mesmo quando a dor queria ofuscar o seu sorriso.

Ontem Deus a chamou para está com Ele em sua Glória Celestial e deixou em nossos corações a saudade de não tê-la mais conosco e a esperança de poder reencontrar com ela em breve na eternidade.

Nós que fazemos a Igreja Batista em Campo Redondo guardaremos sua memória em nossos corações. Oramos pela família que ficou e pedimos a Deus que os abençoe e os console nesse momento de dor e de saudade.


Em Cristo,

Pr. Lenivaldo Gonzaga de Oliveira


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

RELATÓRIO MISSIONÁRIO DE CARNAUBAIS


Carnaubais, 14/08/12.
Saudações em nome de Cristo Jesus.
Realizamos um culto abençoado ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, no dia 12. O culto alusivo ao dia dos pais, teve participação da SAF que começamos na terça-feira dia 07/08, da Sociedade Masculina que começamos no mesmo dia, das crianças e dos jovens. Bem dinâmico e com a assistência de 51 pessoas nos deixaram feliz em saber que Deus tem nos abençoado aqui. O estudo no Entrocamento (distrito de Carnaubais – 10 km da cidade) rendeu mais um fruto, desta vez uma senhora com mais 70 anos se rendeu aos pés do Senhor, orem pela perseverança da irmã que se mostrou bem interessada e demonstrou ter entendido perfeitamente o plano de salvação.
Ainda temos dificuldades, saudade da família, da Igreja de Santa Cruz e dos irmãos que nos ajudaram, aqui também é distante dos nossos contatos e muitas vezes lembramos vendo-os somente através do facebook, Deus tem nos abençoado mesmo assim e estamos felizes, estamos nos acostumando com o calor intenso, a tarde o calor da uma trégua e bate a brisa vindo do litoral.
Mas se colocarmos numa balança as dificuldades e as bênçãos não tem como comparar, Deus nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos.
Alguns pedidos de oração:
ü      Alguns irmãos estão doentes.
ü      Ainda precisamos das cadeiras, os bancos ficaram lotados domingo, e ainda são bem rústicos (como os do tabernáculo no acampamento Elim), mas graças a Deus por eles.
ü      Precisamos de um transporte maior, para abrangermos as comunidades vizinhas e ajudar a transportar as crianças para a EBD.
ü      Precisamos que Deus continue abençoando os irmãos e igrejas que ajudam no nosso sustento.
Você pode nos ajudar orando, pois a suplica do justo tem grande eficácia (Tiago 5.16).
Você pode também nos ajudar contribuindo se você já faz isso continue nos ajudando se ainda não faz junte-se a nós na batalha aqui em Carnaubais, a igreja está melhorando, mas muita coisa precisa ser feita. No amor do Senhor Pr. Sebastião Manoel.
Se deseja ajudar:
Banco do Brasil
Ag. 2318-3
Ct. Poupança 15937-9
Variação 051
Sebastião Manoel de Sousa

Deus nos ajude a continuar trabalhando na sua seara e aguardando sua volta (1Coríntios 15.58).  




sábado, 11 de agosto de 2012

CONCURSADOS DA SAÚDE - JUSTIÇA MANDA CONVOCAR


O Governo do Estado terá que convocar e nomear todos os candidatos aprovados no último concurso público da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Além disso, o Estado está proibido de renovar o termo de parceria com a empresa Associação Marca (A.Marca) para gerir e administrar o Hospital da Mulher "Parteira Maria Correia", em Mossoró. A decisão é do juiz Pedro Cordeiro Júnior, da Vara da Fazenda Pública, que deferiu o pedido feito pelo Ministério Público. Até a tarde de ontem, a Sesap não havia sido intimada, mas garante que irá cumprir todas as determinações judiciais.
Hospital da Mulher está sob gestão de A. Marca até o dia 29

De acordo com Fabiana Bezerra, assessora jurídica da Sesap, o Estado, independente da decisão da Justiça, não iria renovar o contrato com a A.Marca. "Desde que a Operação Assepsia foi deflagrada, bloqueamos o pagamento da associação e decidimos que não iríamos renovar o contrato", disse. Até o dia 29 deste mês, o Hospital da Mulher será administrado pela Marca. O contrato assinado em fevereiro passado, custou aos cofres públicos a quantia de R$ 15,8 milhões.

Em curso na Sesap, está o processo para contratação de uma nova empresa que irá administrar o hospital. Ontem, foi encerrado o prazo para que instituições que atuam na área da saúde pública no Estado se qualificarem como organizações sociais (OSs). Quatro empresas procuraram a Secretaria. O resultado desta qualificação será divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE) da próxima terça-feira. O Estado espera resolver, nos próximos dias, a contratação da nova OS. Em Mossoró, os funcionários contratados pela Marca já estão cumprindo aviso prévio.

Caso não seja concluído o processo ou se as entidades não atenderem os requisitos exigidos, o Estado poderá apelar, mais uma vez, para a contratação emergencial, explicou o Consultor Geral do Estado, José Marcelo Ferreira Costa, em entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE na última terça-feira. "Vamos esperar a conclusão do processo de qualificação e convocação para adotar outras medidas", disse.

Uma outra opção é assumir os serviços no Hospital da Mulher. Aliás, o juiz Pedro Cordeiro deu prazo de 60 dias para o Estado assim proceder. O magistrado determinou ainda a convocação e nomeação imediata de "todos os aprovados no Concurso Público nº 001/2010 - Searh/Sesap, como forma de substituir todos os profissionais contratados em caráter precário para prestarem serviços no Hospital Parteira Maria Correia". Segundo Fabiana Bezerra, a lista de pessoas que esperam a convocação do Governo é pequena. "Alguns técnicos de enfermagem e enfermeiros, apenas. Salvo engano, todos os médicos pediatras, por exemplo, já foram convocados", disse.

Fabiana informou ainda que um novo concurso público, no prazo de 60 dias, é impossível de ser viabilizado. "O que podemos fazer é o remanejamento de pessoal para que possam assumir os serviços no Hospital da Mulher", colocou. Na prestação de contas apresentada pela A.Marca ao Conselho Estadual de Saúde (CES/RN) no mês de maio, havia no Hospital da Mulher o total de 271 funcionários.  

Para o juiz Pedro Cordeiro, o Estado desrespeita a regra constitucional que determina a prestação dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) diretamente pelo poder público, o repasse de verbas públicas sem o devido processo licitatório e a contratação de pessoal sem a realização de concurso público ou teste seletivo. O não cumprimento da determinação judicial enseja ao Estado e ao titular da Sesap, Isaú Gerino, a aplicação de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Audiência vai definir futuro dos contratos

Na próxima quarta-feira, um representante do Ministério Público Estadual (MPE), secretaria Municipal de Saúde (SMS), o procurador-geral do Município e o interventor judicial da A.Marca, Marcondes Diógenes, vão participar de uma audiência de conciliação convocada pelo juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Airton Pinheiro. O objetivo da audiência é "a tentativa de conciliação sobre os termos da extinção dos contratos, fase transitória de intervenção e encampação do objeto pelo Município do Natal".

A intervenção na A.Marca foi autorizada após a deflagração da "Operação Assepsia" pelo MPE no dia 27 de junho. A Justiça decretou a intervenção judicial da Associação na gestão da UPA Pajuçara e Ambulatórios Médicos Especializados - AMES (Nova Natal, Planalto e Brasília Teimosa), e nomeou um interventor para administrar provisoriamente essas unidades de saúde.

No início desse mês, o interventor Marcondes Diógenes apresentou o primeiro relatório sobre as atividades da A.Marca. No documento, ele detalhou os procedimentos utilizados para tentar manter a regularidade do serviço de saúde prestado ao cidadão natalense e sobretudo as dificuldades encontradas. 

A "Operação Assepsia" investiga as contratações do Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), a primeira a administrar a UPA do bairro de Pajuçara; do Instituto de Tecnologia, Capacitação e Integração Social (ITCI), contratado para gerir o Projeto Natal contra a Dengue, e também da Associação Marca para Promoção de Serviços, atualmente responsável pelos contratos de gestão da UPA Pajuçara e dos Ambulatórios Médicos Especializados (AMES) mantidos pelo Município de Natal.


NOTA: Não suportamos mais os “hospitais Pilantrópicos” e Instituições que sugam o dinheiro público e não trazem respostas aos anseios da população, a exemplo de vários municípios do RN que possuem Hospitais e Associações com o único objetivo de surrupiar os cofres públicos. Temos que acabar com essa vergonha institucionalizada. 


sábado, 28 de julho de 2012

CONCURSO DA EDUCAÇÃO: LISTA DE CONVOCADOS


O Governo do Rio Grande do Norte convocou e nomeou neste sábado (28) através do Diário oficial mais uma relação de professore e especialistas, com observância da ordem de classificação, os candidatos relacionados nos Anexos III e IV, aprovados em concurso público realizado com fundamento no Edital n.º 001/2011-SEARH/SEEC, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) n.º 12.564 de 15 de outubro de 2011, para ocuparem os cargos de provimento efetivo de Professores e Especialistas da Educação, do Quadro Geral de Pessoal do Estado - Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC), nos termos do art.9º da Lei Complementar Estadual n.º 322, de 11 de janeiro de 2006, os quais deverão
observar os locais de inspeção médica – Anexo I - e entrega dos documentos – Anexo II, como estabelecido no item 10.4 do Edital de abertura e § 3º, do artigo 13 do RJU.



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segunda-feira, 9 de julho de 2012

PARA REFLEXÃO


MANIFESTOS DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRESIL

No último sábado, dia 26 de maio de 2012 foi organizada a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL. A reunião ocorreu nas dependências da Igreja Batista Boas Novas do Rodoanel em Carapicuíba, São Paulo, Brasil. O encontro, além de criar a organização, gerou um manifesto, o qual transcrevemos a seguir, autorizando toda a mídia interessada a publicar o texto para o conhecimento da coletividade evangélica:

Há menos de cinqüenta anos havia um jeito próprio de ser batista. Na ortodoxia doutrinária tínhamos uma mesma hermenêutica para a interpretação bíblica. Havia seminários credenciados no preparo de pastores. Havia editoras confiáveis para a aquisição de literatura teológica de alto nível. Havia confissão doutrinária nas instituições de ensino teológico. Não havia discussão pneumatológica. Éramos todos conservadores: não aceitávamos o falar em línguas estranhas como dom atual do Espírito Santo, não tínhamos curandeiros na prática de supostas curas, não admitíamos profecias ou revelações extra-bíblicas e não possuíamos pastoras ou apóstolos no rol de obreiros eclesiásticos.



A liturgia de culto era do tipo reformada. O púlpito ficava no centro das atenções, pois a pregação bíblica tinha importância crucial. A música era religiosa, era sacra, direcionava a igreja no ato da adoração, transmitia mensagens cantadas e apelava evangelisticamente ao pecador inconverso. Não havia "números especiais", mas "participações no culto". Não havia "equipes de louvor", mas músicos, cantores, orquestra, coro e instrumentistas. Os oficiais mantinham reverência, uma postura de formalidade sagrada, apresentando-se bem trajados, pois compreendiam estar realizando algo sublime.



Os pregadores buscavam a excelência, numa linguagem sadia e rica, numa prédica bem lógica e num sermão bem formatado, pois criam estar formando opiniões e entendiam que seus auditórios eram compostos de pessoas inteligentes e sensatas, que cresceriam na cultura e no conhecimento bíblico.



As relações entre igrejas eram de, no mínimo, entre "co-irmãs", isto é, que tivessem o máximo de pontos de igualdade e o mínimo de divergências. Assim, era comum o intercâmbio entre igrejas batistas, às vezes entre batistas e protestantes, mormente presbiterianos, mas praticamente nunca com igrejas pentecostais.



Os ritos de oração eram ordeiros: alguém orava e outros acompanhavam com "amém" intercalado, ou diziam pequenas frases baixas, para não atrapalhar nem quem orava e nem o auditório. Os crentes possuíam ética comportamental por onde iam: não participavam de danças ou bailes, suas filhas não celebravam aniversários de quinze anos em programação idêntica a das debutantes seculares, não iam a cinemas e teatros com programa e auditório indecentes, não bebiam nem em casa e nem socialmente, não falavam palavrões, não contavam piadas chulas, não participavam de arruaças, não compartilhavam de cultos ecumênicos, não assistiam novelas imorais.



Os pastores tinham postura diferenciada na sociedade: não faziam dívidas que não pudessem pagar; andavam decentemente trajados e não participavam de diversões que colocassem em risco sua postura sóbria e solene de ser; eram hospitaleiros e queridos; buscavam aprimorar sua cultura; tinham sólida formação teológica e sabiam defender a sua fé; eram leais no matrimônio, cordatos nas relações, graves em suas colocações; não compactuavam com os pecados do rebanho, mas disciplinavam com coragem e determinação; não pregavam auto-ajuda, mas anunciavam o "assim diz o Senhor".



Pastores batistas não participavam de organizações pentecostais, não aceitavam ceder a fé em prol do convívio pacífico com outros cristãos. Eram leitores contumazes, eram mestres do bem, eram elegantes em suas colocações, eram destacados na sociedade.



A Ordem dos Pastores funcionava como um centro de reciclagem teológica, de recuperação espiritual, de convívio com os pares e de referência para o ministério. Seus encontros eram todos considerados solenes, não havendo espaço para transformá-los em meras reuniões informais de amigos. Tudo era visto com extrema importância e valor.



Mas meio século se passou. O tempo trouxe mudanças radicais na sociedade, nas regras sociais, e, para surpresa e decepção nossas, nas igrejas e na postura pastoral dos batistas.



A hermenêutica tornou-se de múltipla escolha. Hoje a filosofia que impera na interpretação bíblica é a relativista: o que vale para uma igreja, ministério, pastor, época ou situação podem variar inesgotavelmente. Cada um interpreta a bíblia a seu bel-prazer.



Não há mais um seminário ou uma rede de seminários dignos para preparar os pastores; hoje qualquer um busca preparo onde desejar, independentemente da confissão de fé que a instituição tenha. Assim, há pastores formados em instituições pentecostais, ecumênicas, fundamentalistas, protestantes e batistas liberais. A literatura evangélica consultiva tornou-se extensa e comercial.  A cada mês surgem novas versões bíblicas, novas teorias da Alta Crítica, novas filosofias de ministério, novas propostas de crescimento de igreja, novos sistemas mirabolantes de revolução eclesiástica, e nossos obreiros, seduzidos pelo crescimento rápido, fácil e abundante, cedem ao canto da sereia e à lábia da serpente.



Hoje é "pecado" dizer-se cessacionista. Mais da metade dos pastores batistas crêem em manifestações pentecostais, ainda que veladas, ainda que não confessadamente como sinais do Batismo do Espírito Santo. Outros, muito mais ousados, transformaram suas igrejas em autênticas agências neopentecostais, com cópias malfeitas do sistema dessas seitas: noite dos empresários, sessão de descarrego, quebra de maldições etc.



Há igrejas batistas com ações tão pentecostais que chegam a assustar os próprios membros de igrejas carismáticas.  Há pastores que procuram "açucarar" a questão pentecostal, tolerando quem faz suas investidas em casa ou em reuniões de grupos pequenos, sem causar tumulto no ato público geral. Outros tentam conciliar o irreconciliável, tecendo longos discursos inócuos que não dizem absolutamente nada. Há ainda os que se sentem tão doutos, tão gabaritados nas línguas mortas que crêem ser os próprios oráculos da fé, aptos para interpretar a pneumatologia à luz de sua própria auto-suficiência.



O púlpito foi para o canto ou transformou-se em apetrecho desnecessário. A plataforma das igrejas transformou-se em palco para shows. Normalmente os instrumentos musicais, equipamentos eletrônicos e outros elementos de mídia ocupam todo o espaço. Não há diferença dos palcos de programas televisivos.  Geralmente, o pastor é o animador de auditório. Há os dançarinos, que ocupam a parte de baixo, rapazes e moças, com roupas de balé ou de candomblé (esvoaçantes e de tecidos soltos) fazendo coreografias de acordo com o ritmo, com o tema ou com o momento vivido no culto.



Os músicos seguem a moda: ou tocando rock ou músicas chamadas de "comunidade, louvor e adoração" ou emotivas como as dos mantras da Lagoinha. Geralmente há as "ministrações" que são simulacros de manifestações pneumatológicas, onde os dirigentes dizem receber mensagens, falando "assim diz o Senhor". Há também aqueles "ministradores de louvor" que fazem pequenos sermões entre músicas, ocupando praticamente o culto todo. Na hora do sermão do pastor não há mais o que pregar ou não há mais tempo ou não há mais paciência para ouvi-lo. Na verdade diluiu-se o púlpito em cápsulas de nada.



Hoje se paga para alguém louvar a Deus. Convidam-se grupos de sucesso, cantores de mídia ou "testemunhadores" profissionais que consigam atrair grande público, aos quais se paga um bom cachê, além de dividir a oferta da noite; práticas essas neopentecostais declaradas, que se transformaram em praxe moderna de cultos protestantes.



Os pregadores perderam a homilética, transformando-a em prática de palestras seculares de auto-ajuda. Não há mais diferença entre prédica, sermão, oratória sacra e palestra de auto-ajuda. A tecnologia, que deveria ser apetrecho para auxiliar os palestrantes, tornou-se moda e muleta, pois os pregadores modernos não sobem ao púlpito sem um notebook e uma tela para datashow. Seus sermões estão cheios de cliparts, de powerpoints, de músicas de Yanni ao fundo, um misto de paganismo com palestra empresarial. E os seus temas? "Matando sete leões por dia", "como vencer as barreiras", "a arte de transformar derrotas em vitórias" etc. Geralmente, seus compêndios preparatórios são as publicações da internet, são os ícones da mídia evangélica que publicam em pequenas quantidades as suas adaptações do que aprendem em palestras de hotéis e cursos de vendas. Há pastores que se limitam a comentar as manchetes dos jornais do dia ou ler as orelhas dos últimos livros da editora preferida ou então tecem críticas sobre política, novelas,  esportes ou ainda sobre eventos denominacionais.  Falar sobre Céu, Inferno, salvação, perdição, moral, espiritualidade, ética, tudo isso fica para alguma resenha no boletim ou algum suposto curso teológico para leigos, que geralmente não passa de um livreto americano mal traduzido e mal aplicado. Resultado: igrejas às vezes até cheias, porém fracas, sem bíblia, sem doutrina, sem espiritualidade.



A linguagem no púlpito tornou-se também coloquial. No afã de transformar a prédica em algo inteligível para todos, ousou-se mudar também a língua, rebaixando-a ao seu mais ínfimo nível. Assim, não é raro ouvir palavrões na pregação. Palavras feias, chulas, frases de mídia, chavões, português mal aplicado, tudo ao gosto da modernidade. Assim como a mídia faz questão de trazer a linguagem dos antros e dos redutos da imoralidade para a tela e para os lares, os púlpitos refletem também a mesma pobreza, mau gosto e qualidade: púlpitos feios, chulos e pecaminosos.



As igrejas batistas passaram a não se distinguir mais em seus distintivos. Assim, intercambiar ou fazer coisas com igrejas de qualquer fé e ordem transformou-se em algo normal. Já é possível ver vigílias entre igrejas batistas, pentecostais e neopentecostais. É comum ver igrejas batistas e igrejas católicas realizando atos sociais e cultos ecumênicos. Tornou-se prática habitual a realização de "marchas para Jesus" ou "louvorzões" ou "congressos", com "ministrações" pentecostais em seu bojo. Pastores batistas, inclusive pessoas da diretoria da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil e das convenções brasileira e estaduais, participam de organizações de pastores ecumênicos, onde seus presidentes são "apóstolos" ou "bispos", sem o menor constrangimento. Numa convenção estadual, o seu executivo é tesoureiro de uma organização ecumênica de pastores. Com efeito, os limites do aceitável e do não recomendável transformaram-se em nada!



O ministério pastoral batista transformou-se de forma aviltante. Hoje nós já temos apóstolos. Sim. O que era considerado heresia há cinqüenta anos (era consenso geral que apóstolos foram as testemunhas oculares do ministério de Jesus, incluindo sua morte e ressurreição e estava restrito aos doze, ou, quando muito, ao grupo próximo dos doze),  hoje transformou-se, pela atual ciência da má interpretação bíblica, uma "opção ministerial", uma "restauração do ministério cristão". Tomou-se o termo, deu-se a tradução e aplicou-se de forma contemporânea a sua eficácia. Então, temos hoje, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, os primeiros apóstolos batistas convencionais.



Não diferindo na má interpretação hermenêutica, temos atualmente pastoras. Mulheres, que antes serviam a Deus nas qualificações e ministérios bíblicos claros e definidos, agora invadiram o pastorado também. Claro, sob a ótica e a égide dos tempos modernos, das supostas "conquistas", as mulheres precisavam tomar também esse "reduto machista", que é o ministério pastoral. Já temos mais de duzentas pastoras batistas convencionais. Os seminários batistas não apenas aceitam a realidade como já mantém cursos específicos para suprir essa "demanda eclesiástica". Há cinqüenta anos isso era impensável, porém hoje se considera "pecado" e "opinião politicamente incorreta" ser contra o pastorado feminino.  Nossas instituições cooperativas posicionam-se cada vez mais favoráveis. E os pastores que mantém sua fé cristã batista ortodoxa são cada dia mais execrados, sem espaço, sem opinião, fadados e relegados ao ostracismo e à marginalidade funcional.



Com tudo isso, a nova moralidade também tomou conta de nossas igrejas. Não há mais limite entre o sacro e o profano. Hoje há bailes dentro das igrejas. Há festas de fantasias. Há "baladas". Casamentos há que terminam seus festejos com verdadeiras discotecas nos salões sociais. A bebida alcoólica transformou-se em coisa comum. O sexo entre jovens e adolescentes agora é tolerado. Há igrejas distribuindo preservativos às uniões de jovens.  Há acampamentos que terminam em  bebedeira. Há igrejas batistas que participam do Carnaval com escolas de samba e com bailes de máscaras. Estamos numa situação tão ridícula que custa-nos a acreditar. Já há sex-shop gospel!



Junto a isto, soma-se o grave pecado dos "teólogos da corte", frase cunhada por um padre católico ortodoxo. É a mistura entre a Igreja e o Estado, a troca de favores, o recebimento de terrenos do Estado para a construção de igrejas; os pastores a transformar seus púlpitos em plataformas políticas ou em trampolins para se lançarem candidatos a funções públicas, igrejas que se tornam meros centros de convivência social a serviço da política, congregações que recebem verbas do governo para realizar aquilo que deveriam fazer às suas próprias expensas. É o mesmo que aconteceu com Israel no passado, é o mesmo que aconteceu com a igreja romana e Constantino, e é o mesmo que acontece agora entre batistas e os partidos trabalhistas ou governamentais desta época. Religião e política misturadas.



A nossa Ordem de Pastores está realmente representando o ministério pastoral batista? Está ela contribuindo para a nossa edificação, reciclagem teológica, fundamentação bíblica e compartilhamento fraterno sadio? Ou estaremos nos tornando "peixes fora d'água" no meio de um oceano de novidades e de práticas incompatíveis com os ensinamentos bíblicos que recebemos e nos quais cremos?



A impressão que se tem é que temos que pedir desculpas aos colegas cada vez que nos afirmamos cessacionistas ou que não apoiamos o ministério pastoral feminino ou que não cremos em apóstolos modernos ou que não aceitamos sistemas mirabolantes de crescimento ou que divergimos de campanhas esdrúxulas de 40 dias, de 100 dias, de semanas ou de novenas.



Parece que é crime ser batista tradicional e clássico no meio dos colegas modernos, que são a vasta maioria.  Somos considerados retrógrados, quadrados, ultrapassados, imbecis, xiitas, conservadores, fundamentalistas, reacionários, museus ambulantes, doentes mentais etc. Para um bom convívio, temos de dizer que "juntos somos mais" ou  "minha vida, impacto para as nações". Temos que receber os dvds das juntas missionárias cheias de coreografias e aceitar isso como bom. Temos que cantar a mesma música, rezar na mesma cartilha, praticar a mesma campanha, bajular os mesmos ícones, ler as mesmas aberrações, tudo em nome do "bom convívio e da harmonia". E bem sabemos: não seremos convidados sequer para fazer uma oração silenciosa, uma vez que os cargos são marcados, numerados e direcionados a quem aglutina, a quem bajula, a quem aceita tudo.



Não foi isso que os saudosos pastores Salvador Farina Filho e Rubens Lopes, em São Paulo, e José de Souza Marques, na Bahia, pensaram, ao criarem as ordens de pastores batistas de São Paulo e do Brasil, respectivamente (1942 e 1940).



Sem nenhum cunho separatista ou de cisão pela cisão, queremos registrar o nosso protesto contra toda essa situação teratológica que vivemos neste início do século XXI e fazer uma proposta para ações concretas de retorno à sensatez, à sã doutrina e aos valores basilares de nossas instituições.



Nós protestamos.



Protestamos contra a dança e a coreografia no culto que prestamos a Deus e em nossas igrejas batistas. O culto que agrada a Deus não é estético, é espiritual; não é profano, é sacro; não é fundamentado na sociologia e na antropologia, mas na teologia.



Protestamos contra as igrejas batistas que transformaram suas plataformas de púlpito, obreiros e músicos em palcos para a realização de espetáculos! O culto não é show!



Protestamos contra aqueles que defendem os dons de sinais como contemporâneos às igrejas. Protestamos contra os atuais profetas de igreja, contra aqueles que dizem receber revelações extra-bíblicas, contra aqueles que dizem ter "ministrações" em português ou em línguas estranhas.



Protestamos contra a teologia da prosperidade, que invade a nossa teologia e os nossos cultos, escravizando o povo ao mero sucesso financeiro em detrimento da verdadeira riqueza celestial!



Protestamos contra as unções que inventaram para a atualidade! Nós não cremos - e desafiamos quem crê -   a mostrar-nos nas Escrituras Sagradas as tais "unção de primogenitura", "unção de conquista", unção apostólica" ou quaisquer outras!



Protestamos contra a existência de apóstolos modernos, pois não houve nem sucessão nem restauração deste ministério. Eles, os bíblicos, foram suficientes e foram escolhidos por Cristo. Nós somos apenas auxiliares do Supremo Pastor, nada mais que isso. Não há mais apóstolos!



Protestamos contra sistemas de crescimento de igreja que tendem a transformá-las em fábrica de adeptos ou postos de venda de grandes indústrias religiosas. Protestamos contra esquemas mirabolantes de ampliação e de modificação de igrejas, à luz de supostos líderes evangélicos que mantém fé dúbia e pouco ortodoxa! Protestamos contra G12, M12, contra Igrejas Com Propósitos ou qualquer outro sistema que queira impor uma eclesiologia diferente a uma igreja batista!



Protestamos contra o pastorado feminino! Mulheres e homens são iguais perante Deus; mulheres e homens têm livre acesso ao Senhor. Mas mulheres têm funções diferentes das dos homens e nas páginas da bíblia não foi confiado às mulheres o ministério pastoral. Isto não as desmerece diante dos homens. Deus nos criou com ministérios diferentes e nós  ainda cremos na Bíblia sem precisar mudá-la, ampliá-la ou adaptá-la! Não reconhecemos o ministério pastoral feminino batista!



Cremos na Bíblia como única Palavra de Deus, inerrante, verdadeira, fiel, isenta de manchas ou erros. Nós cremos na Bíblia e só na Bíblia. Não precisamos de novos intérpretes, novas versões ou traduções contemporâneas para compreender qual é a Palavra de Deus revelada. Protestamos contra as versões modernas e adulteradoras da Palavra e não aceitamos a chamada re-leitura das Escrituras!



Protestamos contra o culto antropocêntrico, que faz do homem e de suas necessidades a razão de ser das atividades eclesiásticas e religiosas. Protestamos também contra todo culto que não seja direcionado a Deus! Protestamos contra o culto que exalta o homem e que busca a glória humana!



Rejeitamos o ecumenismo e não admitimos uma fé misturada com paganismos, tradições, modismos e  com opiniões meramente humanas. Protestamos contra igrejas batistas que perderam os seus distintivos, os seus princípios, as suas raízes e se tornaram meras agremiações liberais religiosas!



Protestamos contra as organizações eclesiásticas dominadoras, que querem transformar as igrejas em entidades dirigidas por uma convenção ou associação. Nós ainda cremos na autonomia das igrejas locais e na independência das igrejas! Cremos na cooperação dos batistas, mas não na intromissão das entidades na administração local. Protestamos contra a tendência atual de bispado e de sedes eclesiásticas para batistas!



Protestamos contra o modernismo religioso, contra o liberalismo teológico, contra o evolucionismo e neopentecostalismo que já encontramos em nossas literaturas batistas e em nossos seminários infiéis.



Sim. Somos protestantes.



E, à luz do nosso protesto, anunciamos aos colegas, aos pastores que ainda vêem com seriedade o ministério cristão batista: criamos uma nova ordem alternativa de pastores. Uma ordem baseada em nossa comunhão batista clássica, em nossas raízes e aspectos distintivos, em nossa comunhão cristã ortodoxa e sem liberalismo. Uma comunhão de pastores concordes, que pensam da mesma maneira, que lutam a mesma batalha, que possuem a mesma opinião. Uma ordem que nos dê um rumo, uma luz, um norte, que seja um referencial, que tenha a seriedade de assumir posições, que sirva de organização em nível geral de colegas de opiniões semelhantes. Que seja uma entidade com VEZ e VOZ, que expresse aquilo que muitos de nós gostaríamos de dizer mas que, infelizmente, nem sempre poderíamos ser ouvidos isoladamente. Uma ordem de pastores batistas clássicos, conservadores, tradicionais, bíblicos.



"Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?" Amós 3.3.



Esta ordem terá critérios claros para os seus membros. Os critérios seriam exatamente aqueles que foram foco do protesto que fizemos logo acima, fruto da observação de todas as coisas que nos causam tanto aborrecimento e perplexidade.



Esta ordem se transformará num autêntico "selo de qualidade de obreiro batista". Quem for associado dela terá uma recomendação muito boa a seu respeito, pois seus membros serão reconhecidos como bem doutrinados, conhecedores da Palavra de Deus, de moral ilibada e de vida espiritual reconhecida. Assim eram os pastores da Ordem dos Pastores antigamente.  A nossa carteirinha, à moda antiga, com páginas para carimbo.



Esta Ordem promoverá a comunhão entre os obreiros de mesma opinião. Tal comunhão seria conseguida através de correspondências, encontros, redes sociais, amizades verdadeiras,  discipulados, "pastoreamento" entre os colegas, bem como o compartilhamento de experiências.



Também preparará novos obreiros. É bom que se diga que não é o seminário que faz o bom pastor. Muitos dos nossos pioneiros eram autodidatas, não fizeram cursos formais de teologia. Infelizmente, hoje há seminários que mais estragam os candidatos do que os preparam para o ministério. A nossa ordem poderá desenvolver o seu próprio preparo teológico para os seus obreiros, com seminário à distância, e/ou presencial, publicação e recomendação de boas literaturas teológicas para os seminaristas. No caso de concílios, poderemos ser consultados pelas igrejas dos colegas, para o exame dos mesmos e a sua recomendação ao ministério pastoral. Os nossos critérios serão claros e não políticos.



A nova Ordem poderá promover CONGRESSOS DE DOUTRINAS BATISTAS. Prepararemos um currículo e um curso apostilado de nossa Ordem, para que os colegas ensinem às igrejas as matérias concernentes ao assunto. Será uma excelente contribuição ao trabalho batista.



A nova Ordem poderá trazer à comunhão obreiros decepcionados com o sistema. Não somos os únicos. Somos apenas uma pequenina parcela de pastores que ficaram aquém da máquina denominacional. Há muitos colegas que não participam mais e não falam mais, pois divergem do que vem acontecendo. Tais colegas, ao tomar conhecimento de nossa agremiação, poderão motivar-se a cooperar, a contribuir, a participar e, assim, a acrescentar sua boa experiência a serviço de nosso ministério.



A nossa Ordem terá uma página na internet. Nessa página teremos tudo a nosso respeito: a nossa história, os nossos distintivos, a nossa agenda, os nossos associados, os nossos artigos, as nossas igrejas, as nossas propostas, as nossas opiniões, enfim, será uma autêntica SALA DE IMPRENSA ao grande público, mormente à denominação batista, que, queira ou não, terá que nos ouvir e terá que nos respeitar.



A nossa Ordem poderá editar lições bíblicas para a EBD e publicar livros sobre o ministério e ciências bíblicas. Seremos uma espécie de ressurreição da Casa Publicadora Baptista, com jornal e tudo. Por que não? Não foi com 16 hinos que Salomão Luiz Ginsburg começou um hinário chamado CANTOR CRISTÃO?



Nós, os pastores batistas concordes e convocados para esta momento, organizamos uma aliança de pastores, nos dizeres de José de Souza Marques em 1940 ou uma ordem de pastores batistas, nos dizeres de Salvador Farina Filho em 1942.



Trilharemos o caminho de volta aos valores antigos, às origens, às publicações clássicas antigas, ao procedimento pastoral bíblico e trabalharemos com afinco neste propósito, dando a nossa parcela de contribuição à denominação, num contraponto à situação terrível que o ministério pastoral batista se encontra.



Criamos a ORDEM DOS PASTORES BATISTAS CLÁSSICOS DO BRASIL, mas poderemos estendê-la a todos os pastores batistas conservadores lusófonos pelo mundo. Nossa agremiação pode acolher outros colegas que assinem o mesmo manifesto e aceitem as mesmas condições e não se exige dos seus membros abdicação ou desfiliação da OPBB ou outras instituições afins.



Este é o nosso manifesto. Que Deus nos ajude!



Carapicuíba, São Paulo, Brasil, 26 de maio de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

AIBRERN EMITE NOTA A IMPRENSA


NOTA À IMPRENSA

Desde a nota divulgada à sociedade potiguar, por esta instituição em 17 de Outubro de 2011, que a AIBRERN – através das Igrejas Batistas Regulares e seus pastores – tem trabalhado junto aos membros da Igreja Batista Regular de Caicó com o propósito de identificar erros eclesiásticos, corrigi-los e eventualmente restaurar essa Igreja local à posição de serviço a Deus e à sociedade caicoense.

A Igreja Batista Regular é presente no seio da sociedade caicoense durante 60 anos, tendo tido sempre no seu rol de membros indivíduos engajados em atividades honestas, participando no comércio, na indústria, na educação, na agricultura e na mão de obra operária.

Lamentavelmente, nos últimos anos, a Igreja Batista Regular foi vitimada por um pastor que abandonou o ensino das Escrituras, abandonou a sua chamada ao ministério da Palavra, tornou-se um suspeito de cometer crimes contra a sociedade e recentemente foi condenado pela Justiça, estando hoje a cumprir pena.  Ao mesmo tempo, um outro membro da Igreja e moderador da diretoria, foi igualmente acusado de ser cúmplice em um assassinato e, atualmente encontra-se na prisão. Esses fatos são contrários – não somente às normas sociais, mas –  às Escrituras e ao que a Igreja ensina e pratica.

Com o coração pesado a diretoria da AIBRERN solicita a cada pastor das Igrejas Batistas Regulares do Rio Grande do Norte a que ore pela proteção e o consolo de Deus à família da vítima, jornalista Francisco Gomes:  a sua esposa, filhos, mãe e irmãos e, pela sociedade de Caicó; enquanto que esta diretoria continua trabalhando para identificar e resolver os problemas causados por um mau-pastor.
No Amor de Cristo,
Natal/RN, 06 de julho de 2012.

PASTOR JOSÉ ERINALDO DA COSTA
Presidente da Associação de Igrejas Batistas Regulares do Rio Grande do Norte – AIBRERN

sexta-feira, 8 de junho de 2012

OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS



A maior exigência que Deus faz ao homem não é carregar a cruz, servir, oferta ou negar a si mesmo. É a obediência. Deus ordenou que Saul atacasse os amalequitas, e os destruísse totalmente ( 1 Samuel 15). Mas, após a vitória, Saul poupou Agague, o rei dos amalequitas, e o que havia de melhor entre os bois e as ovelhas, os cordeiros mais gordos e todas as coisas valiosas. Saul não quis destruí-los. Argumentou que os poupara para sacrificá-los a Deus.


Mas Samuel lhe disse: “[...] A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros”  (v.22). Os Sacrifícios mencionados aqui eram ofertas de cheiro suave. Eram oferecidas para aceitação e satisfação de Deus. Por que Samuel disse que “a obediência  é melhor do que sacrifício” ? Porque mesmo no sacrifício pode haver o elemento da vontade própria. Só a obediência é honra a Deus de maneira absoluta, pois só ela coloca a vontade de Deus no centro.



Para que a autoridade se expresse, é preciso que haja submissão. Para haver submissão, o ego precisa ficar excluído. Mas, se a vida estiver centrada no ego, a submissão torna-se impossível. Ela só é possível quando alguém vive no Espírito. Essa é a mais alta expressão da vontade de Deus Obediência.

SENSACIONALISMO PENTECOSTAL:


PASTOR MORRE PICADO POR SERPENTE DURANTE CULTO
Mack Wolford, um pastor pentecostal de West Virginia, ficou conhecido por usar serpentes durante seus sermões. Ele foi destaque em novembro passado no jornal The Washington Post.

Parte de sua mensagem se baseava na promessa de Jesus que os cristãos seriam invulneráveis a picadas de serpentes e escorpiões (Marcos 16:17-18). Durante anos ele fez uso desses animais, que criava em uma sala da igreja. Mas no último domingo o inesperado aconteceu.

O pastor costumava fazer cultos na igreja Church of the Lord Jesus e ao ar livre. Quando ele pregava sobre o poder do Espírito Santo, boa parte da plateia falava em línguas estranhas enquanto ele manipulava cobras e assegurava os presentes que aquilo era um teste de fé para os cristãos, pois eles deviam confiar nas promessas de Deus.

Contudo, aos 44 anos de idade, ele faleceu, vítima da picada de uma cascavel que ele tinha em casa há anos. Curiosamente, a tragédia ocorrer na véspera de um grande evento promovido por ele no parque estadual Panther Wildlife Management Área. Nos dias anteriores, Wolford tinha postado várias mensagens na sua página do Facebook, pedindo às pessoas para comparecerem. “Estou esperando um grande movimento neste domingo”, escreveu. “Vai ser como nos velhos tempos. Teremos crentes cheios do Espírito Santo, línguas e sinais”.

Ele também convidou sua família, que em grande parte abandonou a prática de manipular serpentes, para irem ao parque.

“Em um momento ou outro, todos nós já usamos [serpentes], mas tínhamos parado”, explicou sua irmã, Robin Vanover. “Seu aniversário foi sábado, e tudo que ele queria era ver seus irmãos e irmãs na igreja juntos”, lembra.

Após o período de louvor e adoração, com cerca de 30 minutos, Wolford passou uma cascavel para um membro da igreja e sua mãe. Depois, ele se sentou ao lado da serpente. Foi quando ela o mordeu na coxa.

O culto foi interrompido, e Wolford levado para casa de um parente, na cidade de Bluefield, onde pretendia se recuperar apenas com orações, como sempre fez quando sofreu picadas de cobras anteriores. Ao final da tarde, ficou claro que desta vez era diferente, e as mensagens desesperadas começaram a surgir no seu perfil do Facebook, pedindo oração. Mas ele se recusou a ser levado ao hospital.

Um guarda florestal, que trabalha no parque estadual, disse que os funcionários não tinham conhecimento das atividades de Wolford e nem dado autorização para o culto. “Se tivéssemos conhecimento que ele carregava animais peçonhentos, nunca teríamos permitido isso”, disse.

Tragicamente, o pai de Wolford morreu em 1983, depois de ser mordido por uma cobra.
Foi então que parte da família abandonou a prática. Porém, Mack tentava manter viva essa antiga prática, comum no sul dos Estados Unidos, mas proibida na maioria dos estados.